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Reino Unido e Rússia: Tensão diplomática

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Vladimir Putin


(LONDRES) Da redação - O envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal e de sua filha Yulia em Salisbury, Wiltshire, no sudoeste da Inglaterra, já causa uma quebra de braço diplomática entre os dois países. De um lado, a primeira-ministra Theresa May deu um prazo (que se esgotou à meia-noite da terça, dia 13, para que o governo de Vladimir Putin explicasse como a substância usada no ataque, de fabricação russa, entrou na Inglaterra. Do outro lado, o ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov disse que seu país não vai cooperar com as investigações até que receba uma amostra da substância. Lavrov considerou um “lixo” as acusações de envolvimento do governo de Vladimir Putin com os atentados.


Skripal, de 66 anos, e Yulia, 33 anos, continuam internados em estado grave. A polícia inglesa quer saber como a substância venenosa de fabricação russa, usada no ataque contra Sergei Skripal e sua filha Yulia, entrou na Inglaterra.


Eles foram encontrados caídos em um banco do centro de Salisbury no dia 4 de março. O sargento Nick Bailey, primeiro oficial a chegar ao local do crime e a prestar socorro às vítimas, também está internado e seu quadro ainda requer cuidados, ainda que seja estável.


Segundo informações da Scotland Yard, outras 35 pessoas que estavam nas proximidades no momento do ataque químico também foram encaminhadas ao hospital, onde passaram por avaliações médicas e foram liberadas. Apenas um deles continua sendo monitorado pelos médicos, mas sem gravidade.



A polícia apela pelo contato de pessoas que tenham testemunhado qualquer passo de Skripal e de sua filha Yulia no dia do atentado. Há informações de que Yulia teria embarcado no dia 3 de março no aeroporto de Heathrow. A polícia acredita que a investigação tomará ainda mais algumas semanas. O principal foco agora é entender como o ocorreu o ataque.