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Finalmente no Brasil:​ Comunidade ajuda Raquel a deixar a Inglaterra

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Foto: Wagnelucio Tonon

RAQUEL

A imagem enviada pela família de Raquel mostra o olhar de esperança já em solo brasileiro.



(LONDRES) Por Cristiane Lebelem - Passavam das 8pm na terça-feira (13) quando finalmente a ambulância, trazendo Raquel Bonito (52), chegou ao Biggin Hill Airport, na região de Croydon, para o voo de cerca de 15 horas na corrida pela vida no Brasil.


Foram poucos e intensos dias de uma campanha de doações, envolvendo a comunidade no Reino Unido e também muita gente no Brasil que ajudou a resolver esse drama.


No começo de fevereiro, a brasileira foi desenganada pelos médicos no Harefied Hospital com a triste pergunta: “ela prefere morrer no hospital ou em casa?”, contou o marido. O choque da realidade foi o que deu impulso a Wagnelucio Tonon para não se conformar e buscar, em algum lugar do mundo, quem fizesse o que o NHS afirmava que não poderia fazer. E conseguiu.

No hospital Albert Einstein (São Paulo), a equipe médica sinalizou chances de sucesso nessa empreitada. Então, a família precisou organizar como deixar a Inglaterra e partir para o Brasil.


Maria Raquel Bonito, a "miss Bonito" como era carinhosamente chamada pelas crianças inglesas da escola, onde atuava como voluntária, ganhou um sopro de esperança com as doações, que inclusive começou a ser organizada pela filha Gabriela Bonito (17).


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O montante era um valor alto, cerca de 88 mil libras, em média, para pagar o transporte com segurança até São Paulo, onde entra na fila dos transplantes.


Além dos recursos da própria família e de milhares de doações a empresa brasileira de transporte aéreo, Brasil Vida, foi quem concedeu um desconto para que o frete do avião ambulância fosse possível com a rapidez que Raquel precisa.


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Vítima de uma doença congênita no coração - Estenose Subática Hipertrófica Idiopática - ela entrou no hospital no dia 14 de novembro de 2017 e automaticamente fez parte do grupo de pessoas a espera por um transplante do órgão no Reino Unido. Totalmente elegível para isso, pois como cidadã italiana, vivendo há 12 anos na Inglaterra, Raquel é atendida integramente pelo NHS (sistema público de saúde britânico).



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Porém, a história não teve um desfecho feliz na Inglaterra. O coração até apareceu no dia 19 de dezembro, mas não era compatível, e com o passar dos tempos, internada no Hospital Haefield, ela se sentiu cada vez mais fraca e precisava de uma dieta especial, o que não foi exatamente o que recebeu. Seu corpo foi retendo água, e vieram outros sintomas típicos das dificuldades com os rins.

O marido conta que chegou a cozinhar por conta em casa para proteger a mulher e lhe dar uma alimentação mais condizente. Mas infelizmente os médicos detectaram a fragilidade dos rins, além do coração.

Diante desse cenário, os médicos britânicos desenganaram a doente. Sua situação seria algo fora dos padrões médicos locais para ser elegível a um transplante. Desde a quarta-feira (14), Raquel está com a família no Brasil, sob os cuidados da equipe médica do hospital Albert Einstein.

Você acompanha aqui no Notícias em Português o estado de saúde de Raquel, que mostrou mais uma vez que um brasileiro nunca desiste de lutar pela vida.



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