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Portugal com melhor saúde que o Reino Unido

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Fotos e imagens: Reprodução





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(LONDRES) Da redação - O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está no 14.º lugar, com 747 pontos, no ranking internacional Euro Health Consumer Index, que compara o desempenho dos sistemas de saúde de 35 países europeus. Uma posição semelhante à conseguida no ano passado, apesar do ligeiro decréscimo na pontuação — no ano passado tinha somado 763 pontos em mil possíveis —, mantendo-se à frente do sistema de saúde inglês (15.º lugar), espanhol (18.º) e italiano (20.º). 


Segundo o Euro Health Consumer Index (EHCI) 2017, Portugal “manteve essencialmente a mesma performance que em 2016, com uma redução de pontuação sobretudo relacionada com a exigência maior na avaliação de critérios relacionados com os resultados”. Esta avaliação internacional é elaborada por uma organização sueca que tem em conta a perspectiva do consumidor. Com ligeiras diferenças em relação aos critérios avaliados no ano passado, o relatório estabelece o ranking tendo em conta resultados em seis áreas: direitos e informação dos doentes, acessibilidade, resultados, diversidade e abrangência dos serviços prestados, prevenção e produtos farmacêuticos.


O ranking é liderado pela Holanda com 924 pontos — o relatório lembra que este serviço de saúde tem estado sempre entre os lugares cimeiros, considerando que é o melhor serviço de saúde da Europa e que os restantes países podem aprender muito ao avaliar a evolução que registou —, seguindo-se a Suíça, com 898 pontos, e a Dinamarca, em terceiro lugar, com 864 pontos. O relatório, que dá grande enfoque à acessibilidade e aos tempos de espera lembrando aos países que “ter listas de espera sai mais caro que não as ter”, pois “não poupam dinheiro”, refere que a Grécia sofreu “uma descida drástica” no valor per capita gasto na saúde entre 2009 e 2011 (menos 28%), do qual ainda não recuperou. Situação que não foi registada em mais nenhum dos países, incluindo Portugal, que passou por um processo de ajustamento e intervenção financeira do exterior.


Graças à pontuação conseguida, o SNS continua, assim, à frente do Serviço Nacional de Saúde inglês (que somou 735 pontos), que tem servido de referência a Portugal. O relatório destaca, aliás, o facto de o serviço inglês ter sofrido uma grande pressão no final do ano passado, com aumentos dos tempos de espera, mas também uma “redução da qualidade dos cuidados prestados na área da oncologia”. Portugal consegue nota positiva no envolvimento das organizações de doentes nas decisões, no acesso à terapia oncológica, na mortalidade infantil, na percentagem de doentes diabéticos controlados, nos transplantes renais e na redução da mortalidade antes dos 65 anos. Está em primeiro no número de operações às cataratas em cada 100 mil pessoas com mais de 65 anos.


Mas recebe nota menos positiva no acesso ao médico de família no próprio dia e cartão vermelho quando se fala de acesso directo a um especialista. Esta última resulta da organização do sistema por comparação ao de outros países, já que em Portugal é preciso referenciação por parte do médico de família para uma consulta da especialidade. A vermelho está também a percentagem de infecções hospitalares, o tempo de espera para uma tomografia computorizada (TAC) e a taxa de cesarianas.


“Salienta-se, ainda, que nos dois novos indicadores introduzidos em 2017, relativos ao acesso informático do processo clínico do doente e à percentagem de doentes com diabetes diagnosticados, e controlados”, Portugal obteve pontuação máxima, “demonstrando maior transparência e um bom controlo clínico dos doentes diabéticos”, destaca ainda a nota da DGS, que lembra que Portugal criou no ano passado tempos máximos de resposta garantidos para a realização de exames.